Quem somos?

 

Descobrir as origens da Igreja Cristã Evangélica do Brasil (ICEB) é como descobrir a fonte de um rio. Em geral, muitas fontes contribuem na formação de um rio, cada uma fornecendo a sua quota de água. O mesmo se deu com o início da ICEB. A origem mais remota é de alguns crentes em Toronto, Canadá, que em 1895 se organizaram com o objetivo de evangelizar a América do Sul, tendo enviado alguns missionários para a Argentina. Mas ouviram do Brasil um apelo macedônico e eles mandaram Sr. Witte, Dr. Graham e esposa e Anne Andrews, que chegaram a Carolina, MA. Percebendo a falta de hospital e escola, dedicaram-se ao exercício dessas tarefas, além de evangelizar o povo, incluindo visitas na aldeia dos índios Xerentes, às margens do rio Tocantins.

 

A ICEB, porém, começou com um outro canadense, o leigo Reginaldo Young, que trabalhava na Cia. de Mineração S. João Del Rei, em Morro Velho, MG. Ao testemunhar acerca da nova vida, conquistou para Jesus o jovem engenheiro Frederico C. Glass, que se lançou à tarefa de evangelização com toda energia que lhe era peculiar.

 

Young, consagrado homem de Deus, foi responsável pelo começo do trabalho em São Paulo, que originou na Igreja Cristã Paulistana, a 1ª igreja da ICEB, fundada em 25 de agosto de 1901. Ele também fundou um Instituto Bíblico, onde Ricardo do Valle, Artur L. Tavares, Galdino e outros estudaram. Os primeiros seguiram para Goiás a fim de pastorear os pequenos grupos de crentes e continuar a obra de evangelização. A firmeza do Sr. Young, aliada ao espírito pioneiro do Sr. Glass resultou numa expansão admirável do evangelho para os estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Goiás.

 

O Sr. Glass transformou-se em destemido colportor e deu início às suas famosas expedições com a Bíblia pelo Brasil. Auxiliado pelos obreiros nacionais Ricardo José do Vale e Joaquim Portilho, estabeleceu as igrejas em Catalão (1902) e Santa Cruz, GO(1904). Esta, por causa das perseguições, foi transferida para Gameleira, hoje Cristianópolis, cidade edificada em terreno doado pelo fazendeiro convertido ao evangelho, Sr. José Pereira Faustino. Em 1906, o Sr. Glass foi com sua família morar em Goiás (a antiga capital), onde fundou a igreja. Ele vivia em constantes viagens no trabalho de colportagem, tendo alcançado vários estados brasileiros e países da América do Sul.

 

Em 1904, a “The South American Evangelization Mission” (A Missão Evangelizadora da América do Sul), sob a liderança do Pr. Bryce Ranken, após transferir a sede do campo de Buenos Aires para São Paulo, teve enorme influência sobre o avanço da ICEB. Ele consolidou a Igreja Cristã Paulistana e estruturou a missão. Sob sua segura liderança, as igrejas se fortaleceram e a evangelização teve impulso. Foram incorporados os obreiros Morris Bernard (com fecundo ministério entre nós), Naphtali Vieira (pastoreou a ICE Catalão), Anne Andrews (fundou a ICE de Jacareí), Archibald Macintyre e sua esposa Dª. Margarida (além de solidificar a ICE de Goiás, fundou a ICE de Palmeiras de Goiás com a ajuda do irmão Damião e por quase meio século desbravou os sertões de Goiás pregando o evangelho).

 

Em 1915, Sr. Ranken e sua esposa Dª. Elizabeth fundam a ICE de São José dos Campos, SP. Em 1911, com a fusão da missão Regions Beyond Missionary Union e da South American Evangelical Mission, nasce a UESA (União Evangélica Sul Americana). Em 1913, incorporou-se à UESA a Help for Brazil Mission que tinha sido fundada pela viúva do primeiro missionário para o Brasil, Dr. Roberto R. Kalley.

 

A UESA exerce destacado papel na vida da ICEB, absorvendo os obreiros em atividade e no envio de muitos outros, como: Archibald e Bonina Tipple, Dr. James e Daisy Fanstone, Josias e Rettie Wilding, Arthur W. Archibald e Mildred Anna, Oliver e Dorothy Thomson, W. Ben Forsyth, Tom e Rénne Macintyre, Henry e Betty Bacon, John e Ann Barnett, entre outros. Em junho de 1942, a ICEB, por mediação da UESA que cooperava com as duas alas denominacionais, passou a integrar a União das Igrejas Evangélicas Congregacionais e Cristãs do Brasil (UIECCB). Esta parceria durou até janeiro de 1968.

 

Ao desligar-se da UIECCB, a ICEB formou duas denominações: a ICEnB, composta pelas igrejas de Goiás e a ICEB, integrada por igrejas de São Paulo e Brasília. Em 1973 foi firmado Modus Vivendi entre as duas alas, que assegurou a cooperação mútua, permitindo unificar a Revista de Escola Dominical, a Convenção Espiritual e o Jornal denominacional.

- Nova fase da ICEB Em fevereiro de 1979, em concílio constituinte, aconteceu a sonhada fusão denominacional.

 

Na época a ICEB era formada por 68 igrejas e 48 pastores. Hoje são 308 entre igrejas, congregações e campos missionários distribuídas em 18 estados e mais o Distrito Federal e 571 obreiros(as) entre pastores, educadoras cristãs e missionários(as). Dentre as prioridades para as igrejas filiadas à ICEB, destaca-se a conquista de vidas para Jesus. Para atingir este fim, a liderança denominacional tem desafiado as igrejas por meio de seus pastores, líderes e membros, para que concentrem esforços na evangelização, cumprindo o imperativo de Atos 1:8.

 

A Igreja Cristã Evangélica de Brasília

A ICE Brasília foi fundada no dia 19 de setembro de 1965 conforme registro de ata, às 16h30min no salão de culto da Igreja Episcopal de Brasília, situada na SQS 310. Os seguintes irmãos estavam presentes na organização da Igreja Cristã Congregacional de Brasília, atual Igreja Cristã Evangélica de Brasília: Erival Marinho Vida, Antonildo Oliveira Rego, Givaldo de Oliveira, Antônio Teodoro Filho, Maria Eunice Câmara Segurado, Severino Lino de Faria, Samuel José de Souza, Maria Luiza Barbosa Moreira, Pedro Dutra Silveira, Luiza Câmara Segurado, Heuripes Galvão, Ivolnei Machado, Honorina P.Marques, Noeme Ramos Vidal, Sônia Maria Conceição Silveira, Emília Afonso Fleury, Laura Afonso Fleury, Angelina Maira da Conceição Silveira, Beatriz Freire Valença, Marly Barbosa Moreira, Eni Rego Oliveira e Marlene Maria da Conceição Silveira.

 

Os primeiros presbíteros eleitos da igreja foram: Pb. Erival Marinho Vidal e Pb. Pedro Dutra Silveira. Os primeiros diáconos foram: Dc. Antônio Teodoro Filho, Dc. Givalde de Oliveira e Dc. Antonildo de Oliveira Rêgo.

 

Pastorearam a igreja desde o seu início:

  1. Pr.Joaquim Maria Duarte de 19/09/1965 a 10/03/1967.

  2. Pr. Vital da Fonseca Neto de 28/12/1967 a 20/03/1970.

  3. Pr. Antônio Rodrigues da Silva de 28/06/1970 a 02/01/1982.

  4. Pr. Joaquim Pereira Costa de 05/01/1982 a 31/12/1984.

  5. Pr. Erisval Moura de Souza de 10/08/1985 a 05/03/1990.

  6. Pr. Afrânio Abaeté Rezende de 01/08/1990 a 29/12/1991.

  7. Pr. Baltazar Lorenço Pereira de 03/01/1992 a 28/12/1997.

  8. Pr. Luiz César Nunes de Araújo de 07/03/1998 a 18/12/2010.

  9. Pr. Eduardo Moreira Bittencourt de 01/08/2011 a ...

 

A Igreja de Brasília tem uma belíssima história de comprometimento de homens e mulheres de Deus que se deixaram usar para transformar vidas. Uma Igreja sensível às necessidades dos outros, que cresce cada vez mais no desejo de demonstrar o amor de Deus àqueles que passam por necessidades. Atualmente, por meio do ministério de Ação Social, a igreja ajuda famílias da própria igreja com consultoria e/ou ajuda financeira e também apoia diversas casas que trabalham com necessitados, como recuperação de dependentes químicos, orfanatos, idosos, etc.

 

A igreja participa do sustento de 12 famílias missionárias no campo, sustenta integralmente 4 seminaristas no SETECEB (Seminário Teológico Cristão Evangélico do Brasil), além de contribuir com a capacitação ministerial dos seus líderes e membros.

 

Temos três congregações: Samambaia, pastoreada pelo Pr. Cleyton Lira, Unaí-MG, pelo Pr.Guilherme Zimbrão e Águas Claras, pelo Pr.Tiago Gomes Leite.

 

Olhando para a Grande Comissão de Cristo, a igreja procura levar pessoas a Celebrar a Cristo, Envolver-se em Pequenos Grupos, Intruir-se na Palavra e a Amar ao Próximo. A esse objetivo, chamamos de CEIA - CELEBRAR, ENVOLVER, INSTRUIR E AMAR. É tanto uma declaração de propósito, como um movimento em rumo à maturidade cristã, onde cada membro se compromete com o discipulado.

 

Entendemos que o homem precisa de Cristo como o Seu Senhor e Salvador, e para isso procuramos evangelizar todos as pessoas, mas compreendemos que Deus salva homens para a Sua própria Glória e que o fim da salvação não é o homem em si, mas Deus e o Seu louvor. O Salmo 96 nos diz que a proclamação precisa acontecer dia após dia, não porque os homens estão perdidos, mas porque "grande é o Senhor e mui digno de ser louvado". Pessoas salvas e transformadas pelo evangelho passam a Celebrar a Deus por meio de Cristo como um fruto de lábios que confessam o seu nome.

 

Entendemos que o homem salvo, foi batizado pelo Espírito Santo em um só corpo, onde Cristo é o cabeça. De cada crente são exigidas responsabilidades mútuas, os conhecidos mandamentos recíprocos, além de que bíblicamente todos os cristãos são responsáveis pelo crescimento espiritual do seu irmão (1Ts 5.12-28). O Pequeno Grupo de comunhão é a ferramenta que a igreja utiliza para desenvolver a prática dos mandamentos e do pastoreio mútuo da igreja. Todas as atividades durante a semana se resumem aos encontros dos pequenos grupos.

 

A instrução bíblica, além de ser a única forma que o homem chega a se tornar perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra (2Tm 3.17) e crescer na salvação (1Pe 2.2), é uma das marcas da nossa própria denominação. A ICEB tem uma Editora que produz material de qualidade para a Escola Bíblica e um Seminário reconhecido nacionalmente e considerado pela AETAL como um dos 10 melhores seminários teológicos do Brasil. A Igreja investe constantemente na Escola Bíblica Dominical, preocupando-se com os ambientes, que são refrigerados, limpos e modernos, mas principalmente com os professores, que são qualificados e continuam investindo na formação bíblica. Além da EBD, a igreja investe na capacitação dos seus membros por meio de congressos, conferências e treinamentos bíblicos.

 

A posição em Cristo que nos leva a celebrá-Lo e a desejarmos viver em comunhão com nossos irmãos, atrelado ao conhecimento bíblico deve nos levar em direção às pessoas perdidas sem Cristo e aos nossos irmãos, é o que chamamos de amor na prática, serviço. Todo cristão foi chamado para se tornar um servo, mas um servo que faz por amor sem uma busca por reconhecimento dos homens e nem da igreja. Muitos servem sem amor, mas quem ama sempre serve. Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho. Quem ama intensamente, não ama somente de palavras, mas de fato e de verdade. São essas as marcas que gostaríamos de ver em todos os cristãos e nos membros da Igreja Cristã Evangélica de Brasília.

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